Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, as chuvas no Rio de Janeiro são ocasionadas pela umidade em toda a região sudeste. E vão continuar, só que com menos intensidade a partir de hoje.
Fonte: TVNBR — 7 de abril de 2010
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Deslizamentos
Em todos os anos, nos períodos de chuvas intensas, são veiculadas notícias de enchentes e deslizamentos em áreas marginalizadas, ou não, produzindo prejuízos e mortes em diversas metrópoles brasileiras. Atualmente fomos atingidos pelas notícias da tragédia que se abateu sobre os moradores de Angra dos Reis na passagem do ano.
Tirando a comoção provocada por tal tragédia, definidas por muitos como anunciadas, vamos falar um pouco sobre a questão do fenômeno em si.
O que são deslizamentos?
Um deslizamento de terra é um fenómeno geológico que inclui vários aspectos de movimentos do solo como quedas de rochas, falência de encostas em profundidade e fluxos superficiais de detritos.
Embora a ação da gravidade sobre as encostas com alto índice de declividade seja o principal fator dos deslizamentos de terra, existem outros fatores responsáveis pelo fenômeno, tais como: erosão pelos rios; enfraquecimentos por via de saturação com água proveniente do degelo ou de grandes chuvas; tensões criadas por abalos sismicos, que levam à falência de encostas frágeis; excesso de peso por acumulação de chuva ou neve; deslocamento de pilhas de resíduos de rochas ou minérios criado por estruturas feitas pelo homem, outras coisas.
Deslizamentos são fenômenos comuns, principalmente, em áreas de relevo acidentado, onde fatores tais como a retirada da cobertura vegetal, habitações humanas em locais impróprios e o excesso de chuvas, oferecem condições propícias para o desenvolvimento de deslizamentos em encostas.
A predominância do clima tropical no território brasileiro permite à existência de grandes índices pluviométricos, no verão, na maior parte do território, com isso as encostas, naturalmente, se tornam locais de risco, sujeitas aos movimentos de terra; quando ocorrem as chuvas o solo absorve uma parte da água, outra parte se desloca na superfície em forma de enxurrada; a água que se infiltra no solo se confronta com alguns tipos de rochas impermeáveis, com isso não encontra passagem e começa a se acumular em único local. Tal acúmulo deixa o solo saturado (excesso de água), que não consegue suportar e se rompe, desencadeando o deslizamento das encostas até a base dos morros.
Deslizamentos podem ocorrer em qualquer lugar do mundo. No Brasil, as pessoas que vivem nos centros urbanos são as que mais sofrem. Principalmente àquelas que vivem em regiões onde o processo de urbanização se deu de modo desordenado, permitindo a intensa ocupação do solo incluindo às áreas consideradas de risco como áreas de moradias para a população. Devido ao fato de tais áreas serem, originalmente, consideradas de baixo valor imobiliário é ocupado por populações de baixo poder aquisitivo.
Tirando a comoção provocada por tal tragédia, definidas por muitos como anunciadas, vamos falar um pouco sobre a questão do fenômeno em si.
O que são deslizamentos?
Um deslizamento de terra é um fenómeno geológico que inclui vários aspectos de movimentos do solo como quedas de rochas, falência de encostas em profundidade e fluxos superficiais de detritos.
Embora a ação da gravidade sobre as encostas com alto índice de declividade seja o principal fator dos deslizamentos de terra, existem outros fatores responsáveis pelo fenômeno, tais como: erosão pelos rios; enfraquecimentos por via de saturação com água proveniente do degelo ou de grandes chuvas; tensões criadas por abalos sismicos, que levam à falência de encostas frágeis; excesso de peso por acumulação de chuva ou neve; deslocamento de pilhas de resíduos de rochas ou minérios criado por estruturas feitas pelo homem, outras coisas.
Deslizamentos são fenômenos comuns, principalmente, em áreas de relevo acidentado, onde fatores tais como a retirada da cobertura vegetal, habitações humanas em locais impróprios e o excesso de chuvas, oferecem condições propícias para o desenvolvimento de deslizamentos em encostas.
A predominância do clima tropical no território brasileiro permite à existência de grandes índices pluviométricos, no verão, na maior parte do território, com isso as encostas, naturalmente, se tornam locais de risco, sujeitas aos movimentos de terra; quando ocorrem as chuvas o solo absorve uma parte da água, outra parte se desloca na superfície em forma de enxurrada; a água que se infiltra no solo se confronta com alguns tipos de rochas impermeáveis, com isso não encontra passagem e começa a se acumular em único local. Tal acúmulo deixa o solo saturado (excesso de água), que não consegue suportar e se rompe, desencadeando o deslizamento das encostas até a base dos morros.
Deslizamentos podem ocorrer em qualquer lugar do mundo. No Brasil, as pessoas que vivem nos centros urbanos são as que mais sofrem. Principalmente àquelas que vivem em regiões onde o processo de urbanização se deu de modo desordenado, permitindo a intensa ocupação do solo incluindo às áreas consideradas de risco como áreas de moradias para a população. Devido ao fato de tais áreas serem, originalmente, consideradas de baixo valor imobiliário é ocupado por populações de baixo poder aquisitivo.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Fazer teatro
Produzir um espetáculo é muito difícil. Produzir um espetáculo no Rio de Janeiro é mais difícil ainda. Agora, produzir um espetáculo no rio de janeiro, com uma temática religiosa e embaixo de chuva. Nossa! Sem comentários.
O Milagre do sol está acontecendo, irônicamente eu diria, em um período de chuvas intensas. O Milagre do Sol em dia de chuva. Foi assim: Rio de janeiro e São paulo sob as águas. E sob as águas foi como nós ficamos na sexta-feira dia 04/12. Choveu torrencialmete o dia inteiro, parecia verão, só que era frente fria.
Pois é, além da chuva o black out, e não estou falando do nosso famoso B.O. (termo técnico pra fechar a luz da cena), sem luz na tijuca (tomara que isso não vire rotina) e tivemos que adiar a apresentação (fazer o que: Milagre do Sol na chuva ainda vai, sem luz no "Milagre" só com ajuda divina).
Mas é sempre assim, se chove um pouco mais que o normal as mazelas da metrópole aparecem.
Ontem estava vendo o noticiário na TV falando, justametne, sobre as consequencias das chuvas em S.P. e acompanhei as explicaçãoes da moça do tempo (interessante como elas estão cada vez mais técnicas - por um momento me reportei às minhas aulas de climatologia na faculdade) e pude ver as explicações sobre o motivo das inundações (Nossa! inventaram a pólvora): Cidade grande, grande população, solo concretado, pouca infiltração, aumento do escoamento superficial ... Gente! será que ninguém nunca soube disso? Onde estão os planejadores e ordenadores, os urbanistas, paisagistas, engenheiros que não veem que: Cidade concretada + pouca manutenção + dia de chuva intensa = é inundação. Isso sem falar na questão da falta de educação do povo que joga lixo nas ruas, das ocupações irregulares, etc.
E no RJ não é diferente: Morro e planicie na mesma paisagem; morro ocupado desordenadamente, planicie caotica. Se chove a lamaceira do morro inunda a planicie. Soma-se a isso, bueiro entupido, lixo nas ruas e etc, etc, etc... É claro que não podemos esquecer as mudanças climáticas: "nunca choveu tanto como nos ultimos dias" . Mudanças climáticas! ... Aquecimento global! ... É, a natureza deve ser a culpada já que a chuva é um fenômeno natural. E se a natureza é culpada a culpa geral deve ser de Deus. Pelo menos é pra Ele que todo mundo grita quando um desastre ocorre; e pra Ele que todos indagam o famoso "Por que?" quando a casa desliza morro a baixo ou o patrimonio escoa rio a fora, isso sem contar as perdas humanas ...
É só milagre mesmo. Infelizmente "o Milagre do Sol" o espetáculo não pode dar conta. Nesse caso, só um milagre do sol surgindo, levando embora a chuva e a memória das pessoas que, naturalmente, retomarão suas vidas e esquecerão das tragédias.
Pelo menos até a proxima chuva.
O Milagre do sol está acontecendo, irônicamente eu diria, em um período de chuvas intensas. O Milagre do Sol em dia de chuva. Foi assim: Rio de janeiro e São paulo sob as águas. E sob as águas foi como nós ficamos na sexta-feira dia 04/12. Choveu torrencialmete o dia inteiro, parecia verão, só que era frente fria.
Pois é, além da chuva o black out, e não estou falando do nosso famoso B.O. (termo técnico pra fechar a luz da cena), sem luz na tijuca (tomara que isso não vire rotina) e tivemos que adiar a apresentação (fazer o que: Milagre do Sol na chuva ainda vai, sem luz no "Milagre" só com ajuda divina).
Mas é sempre assim, se chove um pouco mais que o normal as mazelas da metrópole aparecem.
Ontem estava vendo o noticiário na TV falando, justametne, sobre as consequencias das chuvas em S.P. e acompanhei as explicaçãoes da moça do tempo (interessante como elas estão cada vez mais técnicas - por um momento me reportei às minhas aulas de climatologia na faculdade) e pude ver as explicações sobre o motivo das inundações (Nossa! inventaram a pólvora): Cidade grande, grande população, solo concretado, pouca infiltração, aumento do escoamento superficial ... Gente! será que ninguém nunca soube disso? Onde estão os planejadores e ordenadores, os urbanistas, paisagistas, engenheiros que não veem que: Cidade concretada + pouca manutenção + dia de chuva intensa = é inundação. Isso sem falar na questão da falta de educação do povo que joga lixo nas ruas, das ocupações irregulares, etc.
E no RJ não é diferente: Morro e planicie na mesma paisagem; morro ocupado desordenadamente, planicie caotica. Se chove a lamaceira do morro inunda a planicie. Soma-se a isso, bueiro entupido, lixo nas ruas e etc, etc, etc... É claro que não podemos esquecer as mudanças climáticas: "nunca choveu tanto como nos ultimos dias" . Mudanças climáticas! ... Aquecimento global! ... É, a natureza deve ser a culpada já que a chuva é um fenômeno natural. E se a natureza é culpada a culpa geral deve ser de Deus. Pelo menos é pra Ele que todo mundo grita quando um desastre ocorre; e pra Ele que todos indagam o famoso "Por que?" quando a casa desliza morro a baixo ou o patrimonio escoa rio a fora, isso sem contar as perdas humanas ...
É só milagre mesmo. Infelizmente "o Milagre do Sol" o espetáculo não pode dar conta. Nesse caso, só um milagre do sol surgindo, levando embora a chuva e a memória das pessoas que, naturalmente, retomarão suas vidas e esquecerão das tragédias.
Pelo menos até a proxima chuva.
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